sábado, 11 de dezembro de 2010

Experiência de quase-morte

O termo Experiência de Quase-Morte (EQM) refere-se a um conjunto de sensações frequentemente associadas a situações de morte iminente, associadas a hipóxia cerebral, sendo que as mais divulgadas são o efeito túnel e a “experiência fora-do-corpo” (EFC ou OOBE, também denominada autoscopia). O termo foi cunhado pelo Dr. Raymond Moody em seu livro escrito em 1975, “Vida Depois da Vida”.

Apesar destas sensações serem freqüentemente associadas a uma experiência mística, são explicadas cientificamente como uma resposta secundária fisiológica do cérebro à hipóxia. Na maioria dos casos a morte clínica do paciente foi atestada pelos médicos, mas em nenhum deles houve a confirmação de morte cerebral.

Relatos

As pessoas que vivenciaram o fenômeno, geralmente relatam uma série de experiências comuns a elas, tais como:

· um sentimento de paz interior;

· a sensação de flutuar acima do seu corpo físico;

· a percepção da presença de pessoas à sua volta;

· visão de 360º;

· ampliação de vários sentidos;

· a sensação de viajar através de um túnel intensamente iluminado no fundo (efeito túnel).

Nesse espaço atemporal, a pessoa que vive a EQM, percebe a presença do que a maioria descreve como um “ser de luz”, embora esta descrição possa variar conforme os arquétipos culturais, filosofia ou religião pessoal. O portal entre estas duas dimensões é também descrito como “A fronteira entre a vida e a morte”. Por vezes, alguns pacientes que tiveram esta experência relatam que tiveram que decidir se queriam ou não regressar à vida física. Muitas vezes falam de um campo, uma porta, uma sebe ou um lago como uma espécie de barreira que, se atravessada, implicaria o não regresso ao seu corpo físico.

Com a multiplicação de referências a acontecimentos comparáveis à experiência de quase-morte, iniciou-se uma nova corrente onde diversos pesquisadores de todo o mundo, deram início à discussão e análise do fenómeno de forma mais aberta. A comunidade médica foi forçada a olhar para a morte e a sobrevivência da consciência sob uma nova perspectiva. Contudo, existem ainda observadores que negam as explicações científicas e atribuem este fenómeno a acontecimentos relacionadas com a descrição do que pode ser Deus ou a outra qualquer origem sobrenatural, recorrendo às explicações tradicionais como a memória genéticaou à associação da experiência ao nascimento biológico

Mudanças psicológicas e comportamentais

Após a Experiência de Quase-Morte os pacientes parecem alterar o próprio ponto de vista em relação ao mundo e as outras pessoas. As mudanças comportamentais são significativamente positivas. O principal fator para a mudança é a perda do medo da morte (tanatofobia); passam a valorizar mais as suas vidas e a dos outros; reavaliam os seus valores, ética e prioridades habituais; tornam-se mais serenos e confiantes.

EQM e Ciência

Até muito recentemente, este fenômeno era considerado pela ciência oficial, um assunto vulgar, fruto de lendas, crendice popular ou religiosidade. No entanto, pesquisadores como o Dr. Raymond Moody, principalmente após o seu livro “Vida Depois da Vida”, levou ao início de uma nova corrente de pesquisas de todo o mundo sobre o fenômeno.

Estudos realizados em hospitais entre sobreviventes a paradas cardíacas onde observou-se o fenômeno conhecido como experiência de quase-morte (que ocorre em cerca de 11% dos pacientes), incluindo as do cardiologista holandês Pim Van Lommel, demonstram apenas achados completamente explicáveis pela falta de oxigênio no cérebro em pacientes nos quais a morte encefálica não foi comprovada. As mesmas descrições de experiências de quase morte podem ser reproduzidas por medicações como a quetamina ou por indução de hipóxia cerebral por alta gravidade, incluindo visão em túnel, comunhão com Deus, saída do corpo e alucinações.

As investigações científicas sobre assuntos relacionados ao pós-morte sempre existiram e foram motivo de debate acadêmico. Mesmo com tanto interesse e a presença de numerosos relatos anedóticos, ainda não há qualquer comprovação científica que suporte essa hipótese.
fonte

6 comentários:

  1. deve ser uma experiência bem interessante essa de quase morte, a pessoa com certeza deve mudar sua percepção do mundo depois de uma experiência dessas.

    se quiser, acesse meu blog http://artegrotesca.blogspot.com

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  2. É essas experiências... To fora não devemos brincar nem com a vida e nem com a morte.
    Abraços forte

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  3. Parabéns pelo post bem elaborado com assuntos tão detalhados e com alguns detalhes que desconhecia, penso que não deve ser uma das melhores experiências para um ser humano passar...

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  4. Silvana
    Participei dessa luta ( da vida e da morte)através de meu pai, após ter renascido de um coma provocado por diabetes.
    A existência dessa luz no fundo do túnel parece ser comum a quase todas as pessoas que entram num estado, diria, de economia energética.
    A dissipação de imagens (objetos)não significa a perda de luz, ou seja, de energia, pelo que podemos deduzir que só existe objeto, quando existe foco, produzido por uma certa intensidade de energia aplicada, Física quântica.
    Dizia meu pai - Não custa nada morrer.
    O que custa é saber que tenho de morrer.
    Um abraço

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Olá adorei o seu post! Bem esclarecedor! Parabéns!

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Silvana Marmo